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O NOVO VERDE DA PAISAGEM

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É assim, aos poucos, que a natureza volta a enfeitar-se de vários tons de verde, depois do grande incêndio que lavrou em Oliveira do Hospital, em 2017. O que mudou nestes três anos na ordenação florestal e preservação das espécies autóctones? Certamente só os especialistas poderão dizer, mas pelo que vejo pouco me parece que tenha mudado.  A mudança mais significativa aconteceu nesta estrada, que vai desde Venda de Galizes à Ponte das Entradas, e que era de mais elementar justiça ter sido arranjada há muitos anos. Outra boa notícia é a constatação de várias pequenas quintas que, nesta zona, estão a ser recuperadas para projectos agrícolas e de turismo rural. Era, por isso, mais que urgente que alguém "deitasse a mão" a esta floresta e não deixasse que crescesse de novo este barril de pólvora que não augura nada de bom.  As fotografias podem não ser as melhores por terem sido tiradas de dentro do carro em andamento, mas dão bem a ideia da paisagem desordenada que nos "des...

TUDO NA MESMA NA FLORESTA PORTUGUESA

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É assim que vejo o tratamento da floresta em Portugal, em que pouco ou nada mudou, mesmo depois da tragédia de 17 de Junho em Pedrogão Grande, de que hoje se assinalam três anos, e a 15 de Outubro praticamente no resto da zona centro e que tanta gente vitimou. Estas fotografias foram tiradas em Novembro de 2019, perto de Pedrogão Grande, num dos muitos caminhos que o fogo varreu. Nesta altura, se viesse outro fogo, com o seria?  A minha oração e sentida homenagem às vítimas e suas famílias que continuam na mais profunda dor.

O "MAR" VERDE

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É assim na serrania à volta da aldeia de Ribeira, semeada entre a Serra do Açor e a Serra da Estrela. Um "mar" verde que dá gosto olhar, e à espera que alguém lhe dê o justo valor.  A terra, em socalcos, onde se pratica ainda alguma agricultura de subsistência, já não tem a dimensão de outrora.  Quase não há rebanhos. E os pequenos palheiros de xisto que abrigavam animais e pessoas, e eram o grande apoio destas lides do campo, jazem hoje destelhados e abandonados... Mas, quando se olha este manto tão verde a circundar a serra, se sente o aroma de toda a vegetação onde predomina o pinheiro bravo e se respira este ar único, é simplesmente sublime! Viver aqui é, sem dúvida, um acto de coragem e cidadania, que merecia uma justa recompensa pelo trabalho de manter estes recantos, que contribuem para um ambiente mais saudável de que todos beneficiamos.