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O OUTONO QUE SE ESVAI

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 Por ai e sem sem palavras!

TESOURO NA NOITE

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A ribeira! Tesouro que a noite revela. Não me canso de olhar para ela! Água de outono Em cores de prata e ouro. Salta e corre agora, sem dono! Leito livre, murmuração. Poema inacabado. Feitiço, paixão!   MM Nov. 2022

QUEM TEM UM RIBEIRA

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Quem tem uma ribeira  a correr para uma cascata,  delicia-se...  Quando a vê cair pomposa, brilhante,  em chuva de prata!  Feita espuma ondulante, vai descendo, a seu bel-prazer triunfante! Nunca, nunca se detém. Á água é de todos  a ribeira de ninguém! MM Nov. 2022

MANHÃS QUE O OUTONO GELA

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Foram assim,  algumas manhãs  que me entraram pela janela! Depois, ao longo do dia, a geada derretia  e o céu em azul se abria! E que paisagem tão bela, como esta de Outono quando abro a janela! Tantas cores de encanto! Vê-las é um privilégio e abro os olhos de espanto! MM Nov. 2022

TONS DE ESCARLATE E OURO

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É assim a paisagem que Novembro traz, parecendo um quadro pintado nos mais variados tons que merece ser olhado e, mais do que isso, contemplado com gratidão.   Isto porque a floresta portuguesa carece, cada vez mais, destes tons diversos para contrastarem com a monocultura instalada de pinheiros e outras espécies de folha perene verde a que agora se juntam os eucaliptos plantados por todos o lado, que pouco divergem desse tom, e dão uma paisagem monótona sempre da mesma cor.  Urge replantar castanheiros, muitos castanheiros, cerejeiras e outras árvores de fruto, para além de plátanos e outras árvores de folha caduca que possam dar à floresta mais diversidade e beleza.  Que os caminhos nas cidades e nas serras ganhem ainda mais atração pelas cores de ouro e escarlate que as árvores ostentam na sua folhagem e o vento as fará despir em cada dia. O chão terá então um manto de folhas que alimentarão as raízes e adubarão a terra preparando-a para o novo ciclo de vida que r...

BEM-AVENTURADOS: Em Dia de Todos os Santos

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Senhora, Bem-aventurada. Mãe das dores e da Consolação. Aos teus pés hoje deponho, Esta saudade infinita Que me vai no coração. E lembro, a família muito amada Que neste ou noutro lugar De terra bendita e sagrada, Se encontra sepultada. Na fé, fervorosa e simples Que por eles me foi ensinada, Sei que na hora derradeira Foste bem-vinda à sua cabeceira. Com a tuas mãos acariciando Dores e angústias lavando E, delicadamente pousando O teu celeste manto, No seu corpo já sem vida. A tua coroa iluminou-se Mostrando-lhes o caminho Para o infinito, onde está escrito: Que fazem parte da multidão, Vinda da grande tribulação. E por toda a eternidade, Sois Santos, Bem-aventurados, Libertos de dor e pecados Na plenitude da redenção. Em homenagem a toda a minha família e amigos que estão nos céus. MM Nov. 2022

TUDO IGUAL

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Segunda-feira, finda-se Outubro. Novembro lhe sucederá. Novos dias de sol, vento, nevoeiro ou chuva. Catástrofes, guerras, fome, doença, dor. Mortes imprevistas ou anunciadas. Aqui, ali, em qualquer lugar pouco ou nada se alterou. Angustio-me... E tristemente penso... Só a hora mudou! MM Out. 2022

MUDA A HORA

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Último fim-de-semana de Outubro, a saga do costume, muda a hora!  Prós e contras, longos textos a dissertar sobre vantagens e desvantagens, mas fica tudo na mesma sem consenso que nos valha.  Também eu vou escrevendo aqui algumas coisitas, mas nada que possa fazer alguém mudar de opinião, porque eu própria só tenho dúvidas!  Porém, uma certeza tenho! Gosto da hora de Verão com os seus dias grande luminosos e, quando se muda para a hora de Inverno, até fico deprimida com aquela sensação de "faltar dia", pois as tardes são tão minúsculas que não dão para coisíssima nenhuma!  E, se a juntar a esse desperdício da tarde tivermos aquele desejo bom de estar mais um bocadinho na cama pela manhã, luxo de reformado... ou se estiver chuva ou nevoeiro, então é que os dias começam e acabam sem sequer terem nascido!  Bom, mas há esperança! O pior é mesmo até ao Natal! Daí em diante, como diz o ditado: "é um saltinho de pardal"!  Aguardemos com calma a chegada de Novembro...

LUME QUE AQUECE A ALMA

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Quando nos dias frios me sento a olhar o lume que crepita neste fogão, lembro-me sempre de como era outrora a nossa pequena casa, com o interior em escadas e "paredes" de madeira, os chamados frontais e onde o lume se acendia no último andar, em cima de uma laje, a chamada lareira, com as correntes de ferro presas num barrote do tecto, onde as panelas de ferro eram suspensas e se cozinhavam os feijões e se fazia o caldo, sustento nosso de cada dia. (…) Hoje, com a casa sem "frontais", a cozinha mudada para o andar de baixo, um fogão cuja chaminé passa no meio dos dois pequenos os quartos da casa, é quase aquecimento central, só é preciso lenha e alimentar a forna-lha, ter em cima a cafeteira para o chá e, sem dúvida, que este lume sempre me há-se aquecer a alma!

O VENTO ASSOBIA

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Em dias de ventania, como é hoje o caso, lembro-me sempre da imponência destas "torres" que são na verdade turbinas eólicas e do seu impacto na paisagem das serras, aldeias, vilas e cidades.  Precisam de vento, muito vento, para que as pás destes "moinhos de vento", como lhes chamo, girem a toda a velocidade. Já estive perto e fazem muito barulho, mas em dia de ventania nem quero imaginar! Porém, também pode acontecer que os sons - vento e turbinas - se "misturem" e a fauna das redondezas já se tenha habituado e não estranhe, o que duvido, principalmente as aves.   Li algures que as turbinas eólicas estão "maiores, melhores, mais baratas e eficientes e que a energia eólica é uma das fontes de energia limpa mais competitiva em todo o mundo, e necessária para limitar o aquecimento global". Quero acreditar que assim seja! E, não obstante o impacto paisagístico na natureza, contratempos na fauna e na flora - ainda por avaliar devidamente - que ao men...