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POR ONDE ANDAS ANTICICLONE DOS AÇORES ?

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A chuva e os temporais que se sucedem uns aos outros não dão tréguas e o desespero começa a tomar conta de todos os que se vêm arrastados por este turbilhão de acontecimentos climatéricos e tudo perdem. É caso para perguntar ao anticiclone dos Açores, que nos servia de escudo, por onde anda ele nestes sucessivos dias de calamidade. Que ele volte rapidamente ao seu lugar habitual e nos defenda desta tragédia que nos assola.

UM POUCO DE MUDANÇA

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Aconteceu uma pequena mudança de visual do blogue e talvez a chuva, que já muito satura, tenha contribuído para isso. Porém, a razão principal é que seja possível aos meus amigos que como eu têm cada vez mais dificuldade em ler o façam com menos esforço para os olhos no pequeno ecrã dos telemóveis que usamos todos os dias. A minha arte de escrita não é simples, dou erros, às vezes não conjugo bem as frases, mas gosto de escrever e vou procurando corrigir - se dou conta ou alguém me diz que está mal - e em cada dia fazer melhor mantendo o propósito de levar, principalmente aos meus amigos que não têm facebook, imagens daqui e dali que gosto de partilhar.  Muito provavelmente em breve ficarão apenas as fotos que for colocando nesta plataforma já que o espaço de armazenamento que me é dispensado de forma gratuita está a ficar reduzido e não faço intenção de comprar nenhum até porque um dia destes certamente cansar-me-ei ou não terei condições de "passear" por estas auto estradas...

A DEMOCRACIA É UMA FLOR

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  Talvez tenha sido a ideia de que a democracia é um bem a preservar que muita gente, não gostando de nenhum dos candidatos à Presidência da República, ainda assim tenha votado no único que lhe pareceu reunir as melhores condições para a chefia do Estado.  Neste contexto ocorre-me a imagem de comparar a democracia a uma flor que gosto muito e se chama amor-perfeito. É uma flor delicada, mas resistente às intempéries como a deste ano e por sinal muito comum de Dezembro creio que até Março. É claro que DEMOCRACIA não é um amor-perfeito, mas um AMOR imperfeito que me dá liberdade para contribuir, ter opinião, reivindicar e com isso poder melhorar a qualidade da Democracia e torna-la mais perfeita e próxima de todos os cidadãos. Importa é nunca me esquecer de VOTAR para que os valores que a norteiam não se deixem perder ou apagar. Sei que alguns votaram no outro candidato apenas como forma de protesto por tanta coisa que os regimes democráticos estão a descurar - e os governantes ...

QUE A MEMÓRIA NÃO SE PERCA

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Neste tempo de tantos saberes, explanações e contradições em que quase todos comentam e sabem tudo, que ao menos hoje seja dado um passo unanime e de consolidação da democracia. É um regime imperfeito bem o sabemos, mas o único a dar-nos garantias de liberdade e só em liberdade se pode pensar, agir, ter formas de protestar, fazer ouvir a nossa voz e conseguir mudar alguma coisa. Os que embarcam em cantigas de que o regime salazarista nem era assim tão mau têm muito fraca memória. Não leram, não ouviram, não viram, não sentiram e não sofreram. Querer três ditadores em vez de um é fazer pouco das mulheres, homens e crianças que tanto sofreram neste País e talvez valha a pena recordar. Mais, avivar feridas não cicatrizadas da descolonização – cujos principais responsáveis foram os governantes do Estado Novo – que por “mania de grandeza” não olharam aos desastres ocorridos noutros territórios africanos e não souberam agir em benefício dos povos é “brincar” com o sofrimento alheio e atiçar ...

A FORÇA DO VOLUNTARIADO

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Nestes dias de LÁGRIMAS SEM FIM pelas perdas humanas que a chuva e o vento infelizmente vieram trazer, há uma luz que se acende e faz sentir que neste tempo de egoísmo e individualismo continua a haver bons e condoídos corações que vão em socorro de quem precisa. Os milhares de pessoas jovens, adultos e até com bastante idade deixaram tudo e partiram de pá e vassoura na mão prontos para ajudar a limpar o que fosse possível dos estragos causados pela tempestade Kristin, em Leiria. Pode parecer pouca coisa, mas é muito e diz-me que a solidariedade e (esta causa que me é tão cara) o VOLUNTARIADO pode mobilizar pessoas e fazê-las sentir o quanto é importante dar a mão ao outro, seja por em horas, dias, meses ou anos.  Não tem de se ser voluntário só em alturas de catástrofe - mas ainda bem que se é - e partir para as zonas afectadas como Leiria, Batalha, Marinha Grande, Pombal, Cernache do Bonjardim, Proença-a-Nova... e outras localidades que tanto necessitam de toda a ajuda que possa ...

FEVEREIRO DE NOVO

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Janeiro terminou, sem saudade, pois deixou entre nós um rasto de destruição, desolação, tristeza e perdas irreparáveis. Começa Fevereiro, o mês mais pequeno do ano mas sem perspectivas animadoras no que se refere a dias mais soalheiros já que se anuncia chuva, vento e a neve. É domingo e se o tempo fosse de feição era uma excelente oportunidade para subir â montanha, ir rezar à capelinha de Nossa Senhora do Ar, olhar a paisagem, meditar no princípio do Sermão da Montanha e talvez nos fosse dado escutar a voz do Mestre quando ensinava: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus...

JANEIRO DE TODAS AS ÁGUAS, VENTOS E MÁGOAS

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Janeiro de 2026, ao que parece, quer ficar na história pelos piores motivos ou seja: destruição, prejuízos e infelizmente também morte. Não ando pelas zonas atingidas, felizmente, mas as fotos que aqui coloco são de Leiria - tiradas num dia de muita chuva, mas não torrencial e sem vento - a bela cidade que tão afectada foi, está agora com o estado de calamidade pública decretado, mas acredito, que renascerá em breve com melhor planeamento e um futuro mais robusto e bonito pela frente.  Se a intensa neve trouxe motivos para sorrir pela beleza da paisagem, pelo fluxo de viajantes que acorreram a ver o manto branco e são uma "mais-valia" para as zonas esquecidas do interior, a verdade é que os dias e semanas de intensa chuva e as tempestades que se têm sucedido arrasaram este pequeno cantinho de um lado ao outro. É Inverno, dizemos! E, na verdade, já poucos se lembram dos invernos de outrora tão gelados de neve e gelo, intensos nevoeiros, húmidos, chuvosos, cheias sem fim e vent...

SILÊNCIO, A GUITARRA CHORA...

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Calem-se os rios, ribeiras e fontes Deixem a guitarra trinar Tangendo na solidão dos montes O seu desgosto a chorar. Toca guitarra o teu som vibrante Não cales teus gemidos de dor Em ti as mãos tocam de rompante Abraçando-te em ternura e amor. Incendeia-me, guitarra, a alma Vem trazer-me ao peito a ilusão Que só no teu chorar acalma O fogo ardente desta paixão. As mãos que tocavam jazem frias Fica a guitarra em silêncio e desgosto Guardando nela solidão de horas vazias E tempo de saudade em nós imposto. Fica do virtuoso tocador a chama, A guitarra, companheira de eternidade, Talvez um dia toque elegias de quem ama Vibrando as cordas de novo em felicidade!  Mariita 27 de Janeiro de 2026 A minha humilde homenagem ao grande guitarrista António Chainho que nos deixou neste dia em que celebrava 88 anos de vida. 🙏

DEPOIS DA TEMPESTADE

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Uma nesga de calmaria até que raios, trovões, vento e chuva também tapem de novo o azul que ao longe aparecia. Esta noite o temporal fez-me regressar ao medo dos invernos da minha meninice quando o vento zoava aterrador, eu tapava a cabeça com as pesadas cobertas de fitas, tremia de frio, medo e tentava não ouvir aquele zoado que só podia ser demoníaco. Depois, lá iam as lajes num badanal, o céu abria-se inclemente sobre nós e despejava toda a água que parecia lá ter ficado do guarda depois do grande dilúvio que cobriu a terra.  Não havia telefone nem ninguém a quem pedir ajuda. Cada família tinha de se valer a si própria, mudar a cama e a mesa para outro canto, esperar que o vento e a chuva amainassem e houvesse condições mínimas de segurança para tentar remediar o que podia ser remediado e aqui entrava a solidariedade e ajuda de um povo que dava as mãos.  Mesmo com carências e deficiência sejamos, nós tempos que corre, mais agradecidos por haver meios de comunicação e de soc...

PARABÉNS, NO CÉU 🙏

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Meu pai dizia uma "frase batida" que não é do Sérgio Godinho, mas podia ser: "os anos não são para contar, mas para viver" e também não era homem de querer bolinho de aniversário e muito menos apagar velas! Por acaso Janeiro não era um mês muito propício a podermos estar com ele. Sei que ficava contente com o telefonema e via-se livre para fazer a festa à sua maneira. Agora que no céu o tempo não conta, também eu aqui na terra não lhe quero desagradar e não conto quantos são apenas celebro, rezo e digo: Feliz Aniversário, PAI!

A NEVE, QUE VENHA!

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A neve, por mais vezes que se veja, não cansa porque a paisagem branca que proporciona é um cenário de beleza única. Olhar pela janela e ver os farrapinhos a cair do céu como se fossem pequenas borboletas a esvoaçar é uma experiência adorável que felizmente já muitas vezes me aconteceu.  Quando era pequena e vinham grandes nevões, para quem aqui vivia da agricultura e tinha os animais nos currais e longe da povoação, não se pode dizer que apreciasse a beleza da neve no seu todo, ainda que soubesse os benefícios que dela advinham.  Para mim a neve era sinónimo de brincadeira a escorregar nela, a fazer bonecos, atirar bolas e a ficar gelada de roupa e calçado molhados e a tiritar de frio. Mas a cada nevão a sensação de querer agarrar a neve nas mãos como se fosse algodão gelado era sempre a mesma e muito boa.  Não havia brinquedos, nem agasalhos para neve como hoje acontece, talvez até por isso as crianças dessem muito mais valor a estes "milagres" que a natureza trazia e p...