CRAVOS DE SAUDADE

Em Abril
não há cravos no caminho da Ponte.

Junho
é a qui o mês certo do belo cravo florir
inundando de perfume o verão prestes a vir.

Os Cravos
definharam e morreram na Ponte.
Um dia, no Barreiro, talvez não os encontre.

O Jardim
é já saudade de tanta flor que não floriu.
Cairá no esquecimento quem o cuidava e partiu.

Mais Cravos
podem plantar-se e a memória permanecerá
ao sentir tão doce aroma quem da pessoa se esquecerá?

Mariita
Abril 2026

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