AS PORTAS FECHADAS
Triste destino marcado Em cada porta fechada. É a saudade que dói, Atormenta, e aos céus brada! Quantas e boas recordações Daqui guardo com carinho, E sinto mil emoções Neste rústico cantinho! Ainda oiço as vozes, Despertando a madrugada Adivinho passos velozes Para a lida afadigada! Em tarde já de cansaço Nesta soleira sentada Da avó Ana era o regaço, Onde me sentia amparada! Ficaram portas e pedras Que ainda me contam histórias Gravadas por estas serras E são eternas memórias! MM 2020