BEM-VINDO, AGOSTO
Que os teus dias me tragam o calor próprio de Verão e as janelas me mostrem a paisagem verde e o azul do céu tela única que só a natureza sabe pintar. Que a guieira pousada na serra traga aquela frescura boa de manhãs orvalhadas e noites amenas abraçadas por suave brisa a acariciar-me o rosto. Que água da ribeira corra de mansinho, ainda faça andar o moinho, e tudo à volta seja o bulício próprio do estio. Que todas as famílias venham "saborear" a água, refrescar os pés e a alma nesta calma única onde duas ribeiras se unem em juras de amor eterno. Que venham meninas e meninos chapinhar nos pocinhos. Apanhar pedrinhas só para aqui brincar e as deixem ficar porque aqui pertencem! Correr descalços, em algazarra, atrás de trincaldos e saber da natureza tudo o que ela tem para dizer. E quando o sol se puser no horizonte e as estrelas vierem mirar-se na água, sentemo-nos para no silêncio escutar todos os sons que Agosto tem para dar.