SILÊNCIO, A GUITARRA CHORA...

Calem-se os rios, ribeiras e fontes
Deixem a guitarra trinar
Tangendo na solidão dos montes
O seu desgosto a chorar.
Toca guitarra o teu som vibrante
Não cales teus gemidos de dor
Em ti as mãos tocam de rompante
Abraçando-te em ternura e amor.
Incendeia-me, guitarra, a alma
Vem trazer-me ao peito a ilusão
Que só no teu chorar acalma
O fogo ardente desta paixão.
As mãos que tocavam jazem frias
Fica a guitarra em silêncio e desgosto
Guardando nela solidão de horas vazias
E tempo de saudade em nós imposto.
Fica do virtuoso tocador a chama,
A guitarra, companheira de eternidade,
Talvez um dia toque elegias de quem ama
Vibrando as cordas de novo em felicidade!
Mariita
27 de Janeiro de 2026
A minha humilde homenagem ao grande guitarrista António Chainho que nos deixou neste dia em que celebrava 88 anos de vida. 🙏
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