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CAMINHOS DE JULHO

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Hoje decidi visitar um dos caminhos de Julho que quando o tempo está propício gosto de percorrer e onde encontro sempre bons motivos para voltar. Não podendo fazer o caminho real as fotografias tiradas noutros anos é uma forma de colmatar a saudade desses caminhos e veredas que levam e trazem saudade e não devem hoje estar muito diferentes do Julho em que estas foram tiradas. É certo que a natureza nunca é igual e nos mesmos dias e meses de anos anteriores encontramos diferenças na cor da vegetação, nas árvores mais ou menos adiantadas ou atrasadas, no caudal de água que corre na ribeira e outrora a zona balnear da aldeia era daqui para baixo. Na minha infância este caminho não me estava acessível o poço de Carvalho ou a canada da Laje eram, de certa forma, a "minha praia"!! Este caminho da Foz da Portela é muito bonito e tem a particularidade de ser bastante plano e muito bom para quem quer fazer uma caminhada pela fresca ou ao final da tarde. Naturalmente que até chegar à p...

CAMINHOS "NOSSOS"

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Desbravados pelos nossos avós. De passos e vozes ao romper da aurora. De dureza para deles se tirar o sustento. De suor, lágrimas, dor e angústia. De amor ao chão, solidariedade, entreajuda e partilha do pão. Dos que cortaram matos, romperam fragas, acartaram pedra, ergueram paredes, serraram madeira e fizeram portas e janelas quantos estarão vivos? Nós olhamos impotentes para as marcas do tempo e já sem tempo, força e agilidade que permita o que quer que seja.  Desistimos...?? Não! Vamos fazemos o possível por manter alguma coisa de pé até um dia... sendo certo que depois de nós só um milagre...!!  O futuro talvez não traga uma "janela" tão original e bonita como esta. Porém, olhar por ela dá alento e a esperança de que um dia volte a haver vida aqui.  A beleza dos caminhos persiste! Precisam de quem os descubra e, um dia, talvez possam trazer quem neles veja um futuro sustentável e com desenvolvimento para a região.

CAMINHOS DA SERRA

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Que Maio floriu, e  em cada curva se viu! Urze, carqueja e giesta, serra em festa! Torres ladeiam o caminho, futuro ou desalinho? Há pedras lavradas, em amor e dor gravadas! Curva de má sorte, a quem aqui encontrou a morte! Ao fundo brilha a Estrela, e não me canso de vê-la! A vida, o caminho, feito tantas vezes sozinho! Aqui me encontro... Também aqui me despeço! E nada mais peço... Apenas o regresso!

CAMINHOS DE MAIO

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Do outro lado da serra Floridos de giesta amarela Por entre pedras e escolhos Oásis verdes de frescura A perder de vista na planura!

O SILÊNCIO PERDIDO

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É verdade, em plena serra, o progresso fez perder o silêncio destas paragens onde outrora apenas se ouvia o vento, a chuva, a neve, a água, os pássaros, ou os pastores e o seu gado. Parques Eólicos foram construídos ao longo das serras para as chamadas energias limpas e renováveis, que, não obstante o mérito de tornarem o planeta mais sustentável, (espera-se...!) não deixam de desvirtuar a beleza paisagem.   Também é certo que estas "torres" são imponentes, impressiona a disposição em que estão alinhadas e o rodar veloz das suas hélices quando o vento as fustiga. De noite, com as luzes de sinalização acesas, parecem pequenos pirilampos a brilhar em competição com as estrelas! Por causa delas foram feitos caminhos que agora se podem percorrer com maior segurança. Mas, como em tudo na vida, o futuro dirá se esta opção trará outras consequências para além das que já conhecemos: o barulho ensurdecedor que se faz sentir nas suas imediações o que leva ao afastamento de aves e outro...

SOMBRAS...

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São assim, com sombras, os caminho de Novembro. Mas não deixam de ser belos nas suas novas cores. Nas folhas das árvores que se desprendem e ladeiam o caminho. E à nossa passagem voam ligeiras para a outra margem. Bem-vindo, Novembro! 

CAMINHOS DE MEMÓRIA

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Este é um caminho de memória, que faz parte da minha história. Faz também parte da história de muitas pessoas que o percorreram.  Mas, receio agora,  que este caminho de memória,  aos poucos, desapareça  da nossa história.