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JANEIRO DE AMOR E DOR

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Chegam noites e manhãs frias O Novo Ano mal começou Trazendo recordações aos dias Porque o tempo não parou. Já não marco idas e vindas Para aquele abraço tão terno E sem as conversas infindas Sinto mais frio este Inverno. Foi um Janeiro de dor De perda p´ra todo o sempre Deixando marca de amor E saudade eternamente. O dom da vida é louvor Não se perde, no céu está Junto de Deus Nosso Senhor Que um dia nos reunirá! Em Homenagem e Memória de meu tio José João da Siva 🙏 Mariita 5 de janeiro 2026 

E AGORA, TIO?

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Faz hoje dois meses que partiu e ainda me parece irreal a sua ausência que tanto doi. Não sei como descrever a saudade que me vai na alma por já não ouvir a sua voz, ainda que telefonicamente, a dizer-me: - vi aquelas fotos do Sobral, da Covilhã, de Aldeia do Bispo, do Natal... e li o que escreveste. Custa-me pensar que a Primavera vai chegar e, em breve, quando eu voltar à Aldeia não conversaremos sobre o que publiquei, as árvores que já estão em flor, especialmente a macieira "bravo", que tanto gosto, se vai dar poucas ou muitas maçãs, das oliveiras e videiras e daquela terra tão fértil durante tantos anos lavrada, semeada e cuidada com tanto gosto por si. Viria a lembrança dos vizinhos que se foram para outras paragens, dos amigos que morreram e de minha mãe no seu profundo sofrimento. Inevitável era a conversa sobre o "seu" Sporting, que o enervava quando não ganhava. Porém, toda essa arrelia se desvanecia na conversa mais importante de todas centrada nas suas a...

CÉU DE SAUDADE 😪

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Sob um céu de intenso azul Jaz quem amo e me amou Em chão silencioso e sagrado  E na terra que adoptou. Minha avó e meus tios Juntos na mesma sepultura  Sei-os ao lado de Deus  No seu abraço e ternura.  Mas a certeza não mitiga O vazio que sinto em mim E nunca a vida nos prepara Para a ausência do fim. Em lágrimas me despeço E de vós guardarei memória Sois parte da minha raiz Do meu caminho e história. Tanta saudade Deus meu Carrego hoje no coração  Que procuro algum sentido  No silêncio e oração.  Que a vossa alma descanse À sombra das asas de Deus Livres de todos os tormentos  E para sempre filhos seus. 🙏 Homenagem à minha avó:   Maria Cândida  e  aos meus tios:   Pe. António Pinto da Silva e José João da Silva Mariita Jan. 2024

BAPTISMO DO SENHOR

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SALMO RESPONSORIAL Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b) Refrão: O Senhor abençoará o seu povo na paz. Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e poder. Tributai ao Senhor a glória do seu nome, adorai o Senhor com ornamentos sagrados.  A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens, o Senhor está sobre a vastidão das águas. A voz do Senhor é poderosa, a voz do Senhor é majestosa.  A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão e no seu templo todos clamam: Glória! Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor, o Senhor senta-Se como Rei eterno.  🙏 E, com todas as contrariedades impostas pelas leis dos homens, tendo o meu tio falecido no dia  5, só foi possível fazer o funeral no dia 8. Porém, talvez que tudo isso já estivesse nos desígnios de Deus, que são insondáveis, e foi no Dia do Baptismo do Senhor, dia de festa e particularmente significativo para os cristãos, a missa do seu funeral. Há coisas que não se explicam! 

A NOSSA GRATIDÃO

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A todos os que de alguma forma se fizeram presentes e nos acarinharam minimizado a dor que vivemos e sentimos estes dias. Bem-haja! 🙏 MEMÓRIA  https://agencia-funeraria-alves.pt/necrologia/arquivo/35877?fbclid=IwAR2GZIbSEaHajzhj46C6I691m827Q7ovSw_FCk6B5IvBxtrCf7-Hie8dXl4

MEU TIO, MEU PAI, MEU AMIGO

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PAI da minha infância, Amparo dos meus primeiros passos  A segurar-me nos seus braços  E a elevar-me ao céu Para apanhar uma estrela. Podia lá haver coisa mais bela?  Outra brincadeira se seguia Eu bem presa na sua mão  Rodando como um turbilhão De olhos fechados já tremia Enquanto ele assobiava, sorria, sorria   E perguntava:  Então, já chega, pequena Maria? Separadas as nossas vidas Na longa distância dos continentes Mas sempre unidas nas coisas importantes Amadas e queridas. Quando a vida nos voltou a juntar E os seus braços me apertaram sem parar Foi como voltar à meninice  Ao Barreiro, à sua oficina de sapateiro.  E debaixo da sua alçada, eu ali sentada  A estudar a tabuada que era preciso saber  Ou a escrever vinte vezes cada palavra errada Que no ditado, na redacção ou na cópia Deixou marca de "borrão"! Tanto vivemos Tio Zé! Festejamos, sofremos, choramos E uma torrente de recordações, Sentimentos e emoções me assaltam nesta ...