"Louvado sejas, meu Senhor, Por tantos irmãos e irmãs que me confiaste, Pela beleza que semeaste nas tuas criaturas, Que a toda a hora e em todas as alturas Olham para Ti e olham para mim, À espera que delas cuidemos com ternura. É assim a irmã terra, nossa casa comum, Que tantas vezes maltratamos, Alterando os seus ciclos naturais e a sua felicidade, Os seus ecossistemas e biodiversidade, Para mais rapidamente lhe explorarmos os recursos, Água e minerais, plantas, frutos, florestas, animais. Em nome do lucro fácil e rápido, Acendemos fogueiras de poluição, Asfixiamos a respiração da nossa terra irmã e mãe, Somos vorazes, cheios de volúpia e delapidação, De “rapidación” ou “rapidação”, Que é a aceleração dos ritmos naturais de produção Da casa comum que habitamos. Montes de lixo é a marca que deixamos Na nossa bela terra que geme sob pesados tapetes de asfalto e empedrado. Mas geme também a floresta derrubada, A faun...