Presto sempre a merecida homenagem, porque as aqui, neste lugar, nesta paisagem, nas pedras, nos caminhos e sentirei sempre enquanto viver. Estas casas, os telhados, as ruas tiveram mudanças, mas não deixo de ver a casa da minha avó Ana, no Cabecinho, e eu com ela a caminhar para as Ladeiras e as Barrocas do Muro... Depois "transporto-me" Barreiro e oiço a minha avó Cândida ralhar porque eu só queria brincar e havia tanto que fazer em casa... e ela achava que eu com uns 5 anitos estava talhada para aquilo ☺️! Não me lembro muito de estar com ela nos campos a não ser uma ou duas vezes a correr entre os Palairos e a Giesteira... Os meus avôs, infelizmente, nunca os conheci, pois, o trabalho de mineiro era sentença de breve vida. Diziam-me que o avô João era muito bom homem, gostava de tocar e era muito bom cantor, faleceu muito novo e os filhos todos pequeninos atravessados no coração. O avô Manuel, é outro mistério. Minha avó nunca falava dele e meu pai também não adiantava...