E TUDO O FOGO LEVOU
Assim aconteceu aqui, no passado dia 29 de Julho, queimando este nosso “paraíso verde”, e que ainda à pouco mais de 15 dias tinha fotografado. Ciclicamente, e quase sempre por mão criminosa, o fogo, fustigado pelo vento varre os nossos caminhos, e em poucos segundos faz em cinzas todo o verde dos poucos castanheiros, pinheiros e medronheiros que compõe a nossa floresta. Não raras vezes, entra-nos pelas portas, destruindo palheiros que abrigaram o gado, o pasto, sementes e, muitas vezes, os nossos bisavós, avós, os nossos pais e a nós nos quentes verões das colheitas. Nos últimos 25 anos, este é o segundo incêndio que aqui lavrou de forma violenta, deixando um rasto de negro que faz doer a alma e coração. Não vou aqui analisar as muitas causas deste flagelo de que todos nós temos culpa. Mas, a verdade, é que ninguém nos pode culpar de querer fugir à miséria e até à fome, procurando uma vida melhor e diferente da que tiveram os nossos pais e avós. As serras ...