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A mostrar mensagens de abril 19, 2020

COMEMORAR ABRIL

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Sem convidados, Era apenas o que se pedia! E os senhores deputados, Devidamente distanciados, Celebrariam a data, Com canto e poesia, Que qualquer TV transmitiria. E o senhor presidente, de pé, Solenemente, na escadaria, Do mui nobre edifício da democracia, O seu discurso faria... na praça vazia, Onde o coração de muitos portugueses, A pulsar de orgulho estaria! Depois do discurso terminar Os sinos deviam dobrar, Num minuto de homenagem, Por cada vítima da COVID-19 Que foi a sepultar. E por quantos estão sós, A sofrer e a chorar. Depois, as palmas, Sim, muitas palmas! Por todos os profissionais de saúde Serviços, comércio, voluntários… Associações, bombeiros, anónimos... Que socorrem todas as almas. Que belo então seria, Sentir no coração este alento, Por em Abril ser o tempo De honrar a DEMOCRACIA. Em humildade e humanidade, E que eu aplaudiria! MM Abril 2020

HOMENAGEM NESTE DIA MUNDIAL DO LIVRO

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Aos ESCRITORES e POETAS da minha terra, para que continuem a escrever e a publicar os seus livros, levando conhecimento e saber a todos os que o quiserem ter. Mas, neste dia que falamos de escritores e poetas, creio que a melhor homenagem era, se possível, ter na terra que os viu nascer uma Biblioteca/Galeria/Museu - porque há também pintores e artesãos de outras artes - onde constassem as obras de todos e pudesse ser ponto de encontro de tertúlias e exposições. Uma aldeia pobre, encravada na serrania, ainda com recantos onde o xisto brilha, é ditosa pelos filhos que tem, a cantam em praticamente todas as parte do mundo e mereciam mais reconhecimento. Que um dia possam nascer vontades que agreguem toda a nossa cultura, a preservem para que possa chegar ao conhecimento das gerações futuras. 

O PRIMEIRO LIVRO QUE LI

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Foi este e nunca o esqueci! É por isso de elementar justiça que agradeça à minha querida amiga Maria Manuela Nunes de Sousa que em Vila da Ponte, Angola, aos 12 anos, me emprestou o “vento do Oriente vento do Ocidente” ainda que não fosse bem para minha idade. Mas como eu era uma miúda ajuizada (dizia ela…!!) e acompanhava a minha leitura podia ser… É que ali já não tinha as histórias da minha avó Ana, e depois dos livros da escola, dos “pica-paus” - uma revista infantil que meu pai coleccionou ao longo dos anos em que esperou autorização para a minha mãe e eu a ele nos juntarmos -, dos livros de cowboys e quadradinhos (BD) que ia comprando em 2ª mão, com uns tostões que surripiava das compras que a minha mãe mandada fazer, não tinha mais nada para ler e havia tanto que eu queria saber! O meu pai dizia: Lê! Se hoje não perceberes amanhã logo se vê, mal é que não te vai fazer. Ao que a minha mãe retorquia: Raio, tanto que fazer e ela sempre ler! Isso ainda vai dar cabo da...

DIA MUNDIAL DA TERRA

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Deste lugar único, propício à oração e à contemplação, rendo a minha homenagem a toda a beleza que aqui pude testemunhar, mas também àquela que, não vendo, posso imaginar. Céu e serra na mais perfeita harmonia, que só a mão criminosa do homem estraga com a devastação da floresta consumida pelo fogo. Curvo-me perante este magnifico cenário e se algum dia puder regressar, quero ir tão longe que nem o vento me há-de apanhar! Mas, se me cansar pela jornada longa da caminhada, s ento-me aqui a olhar e a meditar em mais um capítulo do livro que me acompanhar. Miguel Torga, paira, em espírito, neste lugar... e estou ciente de que algumas vezes aqui se terá sentado. Haverá melhor sitio para ler um livro? Bendita seja a natureza e toda esta grandeza que Deus, na sua infinita bondade nos deu o privilégio de desfrutar.