Julho diz-nos adeus e, na recta final, sobram os dias de sufoco não só do calor extremo, mas principalmente pelos pensamentos a assolam a mente e fazem temer o surgimento de outras cores que possam vir manchar o horizonte e num ápice levar este verde que pinta a serra e todos os caminhos que vão dar a ela. Ano após ano, aqui e em todo o território português, são dizimadas pelos incêndios enormes manchas florestais, culturas, casas agrícolas ou de habitação, muitos animais domésticos ou selvagens e perdem-se espécies endógenas que podem não voltar a nascer. A falta de limpeza e ordenamento da floresta sabemos que são rastilho, mas o vento, nem queiram saber a intensidade do vento, aqui, em muitos dias de Verão! Desde há anos que me surpreende e ao parar nas Pedras Lavradas em dias em que sopra "doido" mete medo e não me lembro de nada parecido na minha infância. Não é novidade que o clima está a mudar, muito embora alguns digam que não, e as consequências são tão mais grave...