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A mostrar mensagens de julho 27, 2025

BOAS VINDAS A AGOSTO

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Talvez navegue e vá longe Com o meu barco balouçar Nas marés vivas de Agosto E no mar largo naufragar. Talvez seja só loucura Querer abraçar este mar Se o barco bailar na onda Tenho medo de tombar. Talvez fique só na areia Na espera do sol pôr Olho corações de espuma A linguagem do amor. Talvez venha outro Agosto Novas ondas, inspiração E o meu barco vá tão sereno Como quero o coração. Mariitia Agosto 2025 🌸 "Poemas Incompletos"

BEM-VINDO, AGOSTO

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Que os teus dias me tragam o calor próprio de Verão e as janelas me mostrem a paisagem verde e o azul do céu tela única que só a natureza sabe pintar. Que a guieira pousada na serra traga aquela frescura boa de manhãs orvalhadas e noites amenas abraçadas por suave brisa a acariciar-me o rosto.  Que água da ribeira corra de mansinho, ainda faça andar o moinho, e tudo à volta seja o bulício próprio do estio.  Que todas as famílias venham "saborear" a água,  refrescar os pés e a alma nesta calma única onde duas ribeiras se unem em juras de amor eterno.  Que venham meninas e meninos chapinhar nos pocinhos. Apanhar pedrinhas só para aqui brincar e as deixem ficar porque aqui pertencem!  Correr descalços, em algazarra, atrás de trincaldos e saber da natureza tudo o que ela tem para dizer.  E quando o sol se puser no horizonte e as estrelas vierem mirar-se na água, sentemo-nos para no silêncio escutar todos os sons que Agosto tem para dar. 

ESTRADA DE JULHO NO FIM

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Julho diz-nos adeus e, na recta final, sobram os dias de sufoco não só do calor extremo, mas principalmente pelos pensamentos a assolam a mente e fazem temer o surgimento de outras cores que possam vir manchar o horizonte e num ápice levar este verde que pinta a serra e todos os caminhos que vão dar a ela. Ano após ano, aqui e em todo o território português, são dizimadas pelos incêndios enormes manchas florestais, culturas, casas agrícolas ou de habitação, muitos animais domésticos ou selvagens e perdem-se espécies endógenas que podem não voltar a nascer. A falta de limpeza e ordenamento da floresta sabemos que são rastilho, mas o vento, nem queiram saber a intensidade do vento, aqui, em muitos dias de Verão! Desde há anos que me surpreende e ao parar nas Pedras Lavradas em dias em que sopra "doido" mete medo e não me lembro de nada parecido na minha infância.  Não é novidade que o clima está a mudar, muito embora alguns digam que não, e as consequências são tão mais grave...

HOMENAGEM À SOBREIRA

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Frondosa e bela sobreira Sentada hoje no teu Recanto Deu-me saudade tamanha Que meus olhos foram pranto. Na memória em fragmentos Sei que muitas vezes percorri A penosa e ingreme calçada Deste lugar onde nasci. Na penumbra amendrontavas Breve eu queria passar Mas o carrego era pesado E dele não me podia livrar. Foram tantas as madrugadas Em que o meu olhar mal te via A verde folhagem ao vento Já outro tempo pressentia. Triste fado, negros dias Ainda guardo na lembrança A minha juventude perdida Sem direito a ser criança. Ver-te garbosa Sobreira Desvaneceu todo o meu medo À tua sombra protectora Fico agora em sossego. Que perdure o teu Recanto Estimem-te os nossos vindouros És raiz, memória, sentimento E um dos nossos tesouros! Mariita Julho 2025

O "MEU"JULHO É ENCANTO

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Em Maio, nuns dias de visita à minha aldeia, pude constatar como a "nossa" velhinha sobreira, com mais de 500 anos, está agora rejuvenescida após tratamentos a que foi sujeita e muito bem protegida por um esmerado enquadramento paisagístico a que deram o nome de Recanto da Sobreira. Encantei-me com o espaço, a vista sobre a serra - a que dali nunca tinha dado a devida atenção - e uma parte da aldeia o jardim ainda só de pedra, mas que em breve iria ser adornando com belas flores. Este chão onde é possível ver recriada com pedras de xisto e seixos a antiga calçada existente na rua do Barreiro e noutras ruas é uma memória muito significativa e bem-haja a quem teve a belíssima ideia de aqui a deixar para os vindouros.  Atrevo-me a dizer que foi uma intervenção muito bem pensada esteticamente porque quem sabe, mas também sente e conhece este lugar e o quanto ele representa para as gentes do Sobral inteiro.  Os materiais usados integrados na perfeição e recordar as várias designaç...

A RUA DO BARREIRO MUDOU

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Sim, a rua do Barreiro mudou! Podia dizer finalmente, mas não digo porque para tudo há um tempo que agora chegou e gosto muito do resultado! Debruço-me sobre as minhas lembranças e as vezes sem conta que por aqui passei, brinquei e saltei no estendedoiro, debaixo da sobreira, ou em correrias pela calçada abaixo sozinha ou acompanhada.  De tão ingreme não é uma rua fácil - no Sobral poucas são -  mas ainda me lembro dos seus largos e baixinhos patamares feitos em calçada o que tornava mais acessível a subida se esta era feita com os costumeiros carregos próprios dos tempos de então, mas cujas agruras me passavam "ao largo" pela "normalidade" de homens e mulheres carregarem tudo à cabeça ou às costas, ladeira acima ou ladeira abaixo.  A "nossa" rua do Barreiro, rua Salão, a rua do Posto Médico, rua do "Quebra Costas" às vezes também a rua do cemitério - Campo Santo que ali tinha sido há muitos anos e mais tarde passou a ser o caminho dos féretros p...