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A mostrar mensagens de junho 16, 2019
MEMÓRIAS... EM DIA DO COPRO DE DEUS
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Mariita
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Em Dia do Corpo de Deus A Palavra, o Pão, a Procissão. Cânticos a louvar aos céus, Crianças na multidão. Cresceram os meninos, De mais palavras sabedores. Buscaram outros destinos, Novos mundos acolhedores. Definhamos sem esperanças, Na espera e na saudade, Não há bulício de crianças Que renovem a idade. Perdeu-se o centeio na serra, Ninguém quer semear o pão. Sem água viva seca a terra E acabará a Procissão! MM Junho 2019
LÁGRIMAS OCULTAS
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Mariita
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Se me ponho a cismar em outras eras Em que ri e cantei, em que era querida, Parece-me que foi noutras esferas, Parece-me que foi numa outra vida ... E a minha triste boca dolorida, Que dantes tinha o rir das primaveras, Esbate as linhas graves e severas E cai num abandono de esquecida! E fico, pensativa, olhando o vago ... Toma a brandura plácida dum lago O meu rosto de monja de marfim ... E as lágrimas que choro, branca e calma, Ninguém as vê brotar dentro da alma! Ninguém as vê cair dentro de mim! Florbela Espanca, Livro das Mágoas
LÁGRIMAS QUE VOLTAM A CAIR...
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Mariita
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É assim que "chora" esta pequena maravilha chamada "planta ou flor-de-cera", que já dei a conhecer no ano passado. Este ano a minha - Hoya - ( nome cientifico) voltou a encher-se cachos de flores que alindam uma janela, exposta ao sol da manhã. Esta planta é trepadeira e da-se bem em lugares abrigados, mas o frio não é boa companhia para ela. Por isso, num vaso, com estacas adequadas para que possa trepar e colocada numa varanda devidamente abrigada, dá-se bem. Esta está num vaso, agora a ficar demasiado pequeno, e mantém-se no lugar onde foi colocada a primeira vez. A textura das flores é cerosa e brilhante, liberta "lágrimas" que são pegajosas, e um aroma muito intenso, mas que acontece só à noite, ao contrário de outras espécies que o fazem durante o dia. Uma flor lindíssima, sem dúvida, e que dá gosto ver e ter!
"A MORTE SAIU À RUA"... 2º Aniversário dos incêndios de Pedrogão Grande
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Mariita
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A COR DA DOR Triste o dia amanheceu, Há corações em angústia A recordar quem pereceu E seus sonhos não viveu. Levanto os olhos ao céu, Ergo as mãos em muda prece, Sinto lágrimas a bailar Mas não sei como rezar… Vem a revolta e o desalento E por um breve momento Imagino um negro sonho E logo vou acordar. É porém realidade Amarga, nua e crua, E o caminho percorrido Que em desatino reverdece Cheira a cinza e morte E ninguém se compadece! Há promessas e abraços De impantes senhores doutores Vindos daqui, dali e de acolá Que disfarçam os embaraços Na conversa de circunstância Que a primeira fila lhes dá… Triste destino de um povo Que definha sem piedade À espera de soluções Que dêem flores e fruto, Mas alivia a consciência Em pungentes orações No pesado negro do luto! MM Junho 2019