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A mostrar mensagens de janeiro 25, 2026

JANEIRO DE TODAS AS ÁGUAS, VENTOS E MÁGOAS

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Janeiro de 2026, ao que parece, quer ficar na história pelos piores motivos ou seja: destruição, prejuízos e infelizmente também morte. Não ando pelas zonas atingidas, felizmente, mas as fotos que aqui coloco são de Leiria - tiradas num dia de muita chuva, mas não torrencial e sem vento - a bela cidade que tão afectada foi, está agora com o estado de calamidade pública decretado, mas acredito, que renascerá em breve com melhor planeamento e um futuro mais robusto e bonito pela frente.  Se a intensa neve trouxe motivos para sorrir pela beleza da paisagem, pelo fluxo de viajantes que acorreram a ver o manto branco e são uma "mais-valia" para as zonas esquecidas do interior, a verdade é que os dias e semanas de intensa chuva e as tempestades que se têm sucedido arrasaram este pequeno cantinho de um lado ao outro. É Inverno, dizemos! E, na verdade, já poucos se lembram dos invernos de outrora tão gelados de neve e gelo, intensos nevoeiros, húmidos, chuvosos, cheias sem fim e vent...

SILÊNCIO, A GUITARRA CHORA...

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Calem-se os rios, ribeiras e fontes Deixem a guitarra trinar Tangendo na solidão dos montes O seu desgosto a chorar. Toca guitarra o teu som vibrante Não cales teus gemidos de dor Em ti as mãos tocam de rompante Abraçando-te em ternura e amor. Incendeia-me, guitarra, a alma Vem trazer-me ao peito a ilusão Que só no teu chorar acalma O fogo ardente desta paixão. As mãos que tocavam jazem frias Fica a guitarra em silêncio e desgosto Guardando nela solidão de horas vazias E tempo de saudade em nós imposto. Fica do virtuoso tocador a chama, A guitarra, companheira de eternidade, Talvez um dia toque elegias de quem ama Vibrando as cordas de novo em felicidade!  Mariita 27 de Janeiro de 2026 A minha humilde homenagem ao grande guitarrista António Chainho que nos deixou neste dia em que celebrava 88 anos de vida. 🙏

DEPOIS DA TEMPESTADE

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Uma nesga de calmaria até que raios, trovões, vento e chuva também tapem de novo o azul que ao longe aparecia. Esta noite o temporal fez-me regressar ao medo dos invernos da minha meninice quando o vento zoava aterrador, eu tapava a cabeça com as pesadas cobertas de fitas, tremia de frio, medo e tentava não ouvir aquele zoado que só podia ser demoníaco. Depois, lá iam as lajes num badanal, o céu abria-se inclemente sobre nós e despejava toda a água que parecia lá ter ficado do guarda depois do grande dilúvio que cobriu a terra.  Não havia telefone nem ninguém a quem pedir ajuda. Cada família tinha de se valer a si própria, mudar a cama e a mesa para outro canto, esperar que o vento e a chuva amainassem e houvesse condições mínimas de segurança para tentar remediar o que podia ser remediado e aqui entrava a solidariedade e ajuda de um povo que dava as mãos.  Mesmo com carências e deficiência sejamos, nós tempos que corre, mais agradecidos por haver meios de comunicação e de soc...