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A NEVE, QUE VENHA!

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A neve, por mais vezes que se veja, não cansa porque a paisagem branca que proporciona é um cenário de beleza única. Olhar pela janela e ver os farrapinhos a cair do céu como se fossem pequenas borboletas a esvoaçar é uma experiência adorável que felizmente já muitas vezes me aconteceu.  Quando era pequena e vinham grandes nevões, para quem aqui vivia da agricultura e tinha os animais nos currais e longe da povoação, não se pode dizer que apreciasse a beleza da neve no seu todo, ainda que soubesse os benefícios que dela advinham.  Para mim a neve era sinónimo de brincadeira a escorregar nela, a fazer bonecos, atirar bolas e a ficar gelada de roupa e calçado molhados e a tiritar de frio. Mas a cada nevão a sensação de querer agarrar a neve nas mãos como se fosse algodão gelado era sempre a mesma e muito boa.  Não havia brinquedos, nem agasalhos para neve como hoje acontece, talvez até por isso as crianças dessem muito mais valor a estes "milagres" que a natureza trazia e p...

MANHÃS DE INVERNO

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Se eu fosse letrada e conhecesse palavras "caras" que "caem" bem, talvez fosse capaz de descrever com erudição esta paisagem matinal de um dia frio de Janeiro nos caminhos da Beira - chamada interior - cheios de beleza única registada pelas fotos da Célia Cruz. Por princípio meu são muito poucas as fotos de outros que partilho e nunca o faço sem a devida permissão. Estas encheram-me o coração, marejaram-se os olhos e fiquei extasiado perante esta beleza sublime da natureza que depois de todas as agressões sofridas se oferece límpida e serena, em raios de luz que confortam a alma, gotas de orvalho que alimentam a terra e fazem desta paisagem o melhor bálsamo para enfrentar o dia de trabalho, que não obstante todas as dificuldades de quem ali teima em viver.   Se a serra arde, a vegetação autóctone é destruída, ás vezes substituída por espécies que nunca para ali deveriam ser levadas, outras vezes perfuram e desvirtuam a serra que adoece, e com ela adoece um país inte...

A IMPORTÂNCIA DO BAPTISTÉRIO

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Neste Domingo em que celebramos o Baptismo do Senhor é, como em todos os anos, ocasião propícia a lembrar o nosso próprio baptismo, a igreja onde se realizou, a data em que ocorreu, os nossos pais e padrinhos. No meu caso já aqui publiquei várias vezes a igreja onde fui baptizada, o batistério, que hoje tanto quanto me parece já não é usado o que é pena. As crianças para baptizar são cada vez menos, mas existe agora outra pia junto do altar, uma ideia que algumas igrejas adoptaram. Pessoalmente continuo a gostar mais do lugar próprio: BAPTISTÉRIO.  Assim, neste domingo rezo pelos meus pais e padrinhos, lembro e rezo de forma muito especial por meu ti Zé, que em 2024 foi sepultado no dia do Baptismo do Senhor. e de voz embargada cantei: "O Senhor abençoará o seu povo, o Senhor abençorá na paz."  Este ano deixo imagens de várias igrejas por onde passei e cujos baptistérios são dignos de ser preservados, usados  e vistos.

DEZEMBRO JÁ PASSOU

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Permito-me, porém, falar ainda de Dezembro pelo impacto que sinto nos seus dias tão pequeninos, o que é pena, pois a luminosidade deste tempo quando a chuva se remete a outras paragens e a geada vem cobrir de branco a paisagem em frente da minha janela como nesta imagem de 2023 é divinal, com razão, já que nada é mais divino que o "Menino Jesus, tão belo, nascido pelo Natal em noite de caramelo" Como é habitual os meus presépios saíram das caixas e tenho a sensação boa de no final das festas, quando voltar a guarda-os já serão mais! A bem da verdade até me apetecia arranjar um cantinho e deixar os presépios a fazer-me companhia o ano inteiro.  O único presépio que este ano ficou guardado, certamente triste por causa disso, foi o da cabaninha e pequenas figurinhas de barro que minha mãe comprou há alguns anos e nos fez companhia nos natais sobralenses.  A vida muda é preciso mudar com ela e percorrer outros caminhos em que não tínhamos pensado, mas se abrem de forma inesperad...

JANEIRO DE AMOR E DOR

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Chegam noites e manhãs frias O Novo Ano mal começou Trazendo recordações aos dias Porque o tempo não parou. Já não marco idas e vindas Para aquele abraço tão terno E sem as conversas infindas Sinto mais frio este Inverno. Foi um Janeiro de dor De perda p´ra todo o sempre Deixando marca de amor E saudade eternamente. O dom da vida é louvor Não se perde, no céu está Junto de Deus Nosso Senhor Que um dia nos reunirá! Em Homenagem e Memória de meu tio José João da Siva 🙏 Mariita 5 de janeiro 2026 

AS PORTAS DA CIDADE

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Tantas imagens queria ter publicado até ao mês de Setembro, todas em atraso já desde o ano passado, mas tem sido impossível. Os meus dias lembram-me o trava-língua  «O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.» Assim vou continuar fora de tempo, já com o tempo mais avançado, mas seja qual for o tempo  imagens dos Açores - que tive o grato prazer de visitar em Junho de 2024 - nunca estão fora de tempo pelo encantamento  Passear na cidade de Ponta Delgada é uma "viagem" a uma arquitectura que me encanta e onde "podia perder", facilmente, horas e dias só a olhar as Portas da Cidade, as belas Igrejas, o mar e tanto que me prende o olhar.  Talvez um dia possa voltar nem que seja de novo à ilha de São Miguel, ou não fosse ele o meu Anjo de eleição! Fica o desejo! 

LONGE, MUITO LONGE O MEU PENSAMENTO 💗

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EM PENSAMENTO 🌻 Hoje levanto os pés do chão vou voar em pensamento libertando o coração da saudade que é tormento. Atravesso o oceano navegarei noutras águas em caminho sem engano nele deixarei minhas mágoas. Sentirei cheirinho bom da terra vermelha molhada o batuque com seu som virá do kimbo à picada. Cumprirei tantos desejos que em suspenso ficaram cobrirei campas de beijos e flores que nunca murcharam. Na macia areia da praia meus pés caminharão de novo bebendo e gingando a saia entrarei na festa do povo. Lágrimas serão derramadas pelas amizades perdidas brindarei às encontradas e curaremos feridas. Na montanha ou na savana no deserto, no rio ou no mar no pôr-do-sol da terra angolana morrerá o meu olhar. Não "retorno" a parte incerta... de torpes gestos é feito o que não sei... na perda, na tristeza e na dor não há festa... Magoam-me epítetos que nunca terei... Mas se o amor e a liberdade é o que resta Então, num POVO LIVRE me fundirei! Mariita 11 de Novembro de 2025