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CARTA RÉGIA DE D. LUIS I ELEVANDO A VILA DA COVILHÃ À CATEGORIA DE CIDADE

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Por decreto de 20 de Outubro de 1870, foi esta villa de Covilhan, merecidamente, elevada à categoria de cidade; e em 16 de Janeiro de 1871, foi expedida a seguinte carta régia: “Dom Luíz por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves N" Faço saber aos que esta Minha Carta virem que attendendo a que a minha notável Villa de Covilhã, no districto de Castello Branco, é uma das villas mais importantes do Reino pela sua população e riqueza. Attendendo a que a mesma Villa é uma das Povoações do Reino que mais se tem distinguido pela fecunda iniciativa de seus habitantes na fundação e aperfeiçoamento de muitos e importantes estabelecimentos fabris, cujos productos podem já disputar primasia com os das fábricas estrangeiras mais acreditadas pelo seu desenvolvimento industrial. E desejando dar aos habitantes da referida Villa um solene testemunho do subido apreço em que tenho os seus honrados esforços pelo progresso e aperfeiçoamento da indústria nacional: Hei por bem fazer mer...

COVILHÃ EM FESTA

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Hoje, 20 de Outubro, na comemoração  do 148º aniversário da elevação a cidade.  O programa das comemorações já se iniciou no dia 18, mas destaco para amanhã, às 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Sessão Solene de Homenagem a varias personalidades, onde se inclui o nosso conterrâneo e amigo, Prof. Dr. António dos Santos Pereira. É com júbilo que festejamos esta merecida distinção, que enche de orgulho todos os sobralenses, e faz com que não seja só a cidade a estar em festa mas também a aldeia de Sobral de S. Miguel. Parabéns, Sr. Professor António dos Santos Pereira  Parabéns, Covilhã!

MEMÓRIA QUE NÃO SE APAGA

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Apesar de a natureza estar a renascer das cinzas, as memórias da tragédia de 15 de Outubro permanecem bem vivas na memória de quem as viveu, mas também de quem passou por estes caminhos pouco tempo depois da tragédia.  O verde dá novo alento, minimiza o impacto que o negro deixa na paisagem, e, de certa forma, suaviza a dor e o luto. Mas infelizmente pouco se fez para tentar mudar o cenário de uma floresta desordenada e sem futuro. Se ninguém acudir como deve ser, este verde pulmão vai desaparecer e, com ele, toda uma região cheia história que não merece tal ostracismo.😢

CAMINHOS NEGROS

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Incêndios, furacões, terramotos...  Destruição, Fome, Pobreza e DESESPERANÇA   Neste Dia Mundial da Erradicação da Pobreza. 😥

VIVÊNCIAS QUE NOS MARCAM PARA SEMPRE

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Hoje, um ano depois desse fatídico dia 15 de Outubro de 2017, não me posso esquecer de ti, Mariana Diogo, que viveste na pele este horror de estar rodeada de fogo e com esse monstro "jogar", fintando-o, numa luta desigual mas que corajosamente venceste.  Lembro-me do desespero dos teus pais a tentar saber que caminhos seriam mais seguros para regressares a casa, em vez de prosseguir viagem, mas uma tarefa difícil quando as comunicações se tornam inexistentes. Sendo, por isso, a tua própria avaliação no terreno e o teu instinto de sobrevivência a única segurança possível.  A noite a cair rapidamente, o fumo que de trás de serra se adensava, deixou-nos ali, pregados ao chão, a tentar disfarçar a angústia, de coração sobressaltado e em prece silenciosa aos céus.  Quando o teu carro assomou no cimo do caminho, que alegria! Um misto de sentimentos fizeram com que algumas lágrimas aflorassem no canto dos olhos, mas logo bem disfarçadas porque o momento era de agrade...

15 DE OUTUBRO DE 2017

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Faz hoje um ano, a serra à minha frente resplandecia de verde, acentuando ainda mais a cor das labaredas que do outro lado se erguiam, pelas 19h00, num inferno dantesco que destruiu tudo à sua passagem e roubou vidas e sonhos. Nenhuma homenagem vai apagar o que passou, mas ainda assim, recordo aqueles que viveram esta angústia e a minha oração por todos os que pereceram e pelas suas famílias.

SANTOS ANJOS DA GUARDA

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Na fonte da minha aldeia Está um anjo-da-guarda A quem pedia protecção Sempre que por lá passava. Em azulejo azul Vejo São Miguel, formoso Padroeiro da aldeia Arcanjo mui milagroso. Neste que é o dia dos Anjos Não posso por lá passar Mas deste lugar lhe peço Para a todos guardar. E logo mais à noitinha Quando eu for descansar Ao São Miguel Arcanjo No silêncio vou rezar. MM Outubro 2018

A ALEGRE CASINHA 😃

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Com um minúsculo 1º andar a contar vindo do céu,  e mais dois palmos no rés-do-chão...  resolve-se o problema da habitação. Ai se descobrem este filão!  Mas, mesmo assim,  não é garantido que acabe a especulação.  😠 Na verdade, embora bem pequeninas, estas casinhas até são bem engraçadas e podemos escolher uma distante, ou mais junto de outras. Como estas assim alinhadas, bem conservadas, e com ruas devidamente asfaltadas! No exterior de algumas dessas pequenas casas   há um espaço privado, aprazível para convívio. O local é rodeado de jardins e mata.  Impera o silêncio, quebrado apenas pelo canto dos pássaros, ou por alguns visitantes mais ruidosos.  Vários utensílios antigos, como é caso da carroça  e das panelas de ferro, foram usados como floreiras. À primeira impressão até parece uma aldeia,  com pequenas e originais casas. Mas é apenas um Parque de Campismo, neste caso...

PEDRA SOBRE PEDRA

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É um prazer estas pedras admirar e por entre elas o mais belo céu azul espreitar. Pedras de todos os tamanhos e feitios que fazem muralhas e montes e se enchem de brios! No covão do Boi, numa rocha, foi esculpida a Senhora da Boa Estrela,   inaugurada em 1946, digna de todos os louvores, é padroeira dos Pastores. A escultura é atribuída ao pároco local, António Duarte,  que a idealizou e esculpiu com gosto, realizando-se a sua festa no segundo domingo de Agosto.  Montanha de pedra, que merece um hino! Obra da natureza que o homem escavou  e assim continuar o caminho. Barragem das Penhas Saúde.  Lençol de água que transformou a paisagem. É precioso e não é miragem! É assim me despeço da Serra, de céu azul a brilhar.  Branco, verde e cinza a emoldurar, e me deixa no coração a esperança de ainda poder voltar.

MARIOLAS OU MALHÕES

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É o nome das pedras empilhadas que está na moda deixar por todo o lado nas serras mas também em praias. E porque o povo anda sempre atrás de modas, já encheu de montinhos a zona da Torre, na Serra da Estrela, dizendo que é uma forma de cada um - ou em família - deixar uma marca da sua passagem...!! Os seres humanos que continuam a ter tão pouco respeito pela natureza, e deixam nela tantas marcas negativas, fará algum sentido deixar mais esta, só por diversão? Imaginemos milhões de pessoas a passar por aqui a deixar "a sua marca", daqui por 10 anos haverá onde pôr os pés?  E não faz mesmo sentido, pois descobri que: " os "malhões" ou "mariolas", são marcos de sinalização de trilhos, com origem bem antiga no pastoreio ancestral, e que hoje servem também para complementar as marcas da rede de percursos pedestres e indicar outros trilhos que não dispõem dessas marcas. "    Luís Nunes  "Para quem explora a montanha, um único malhã...