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A RIBEIRA, CORAÇÃO DA ALDEIA

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E, por ser um coração a pulsar diariamente de crucial importância para, a par da guieira ne serra, manter a frescura que se deseja na aldeia, no Verão, merecia da parte de todos redobrada atenção e de modo especial nesta época do ano, porque o caudal diminui por falta de chuva mas também pela necessidade de fechar as comportas e reter a água para a piscina. A água que vem da serra  é fria, mas límpida e transparente. Por isso, este é um lugar onde apetece estar, molhar os pés e nadar, e contemplar os finais de tarde que nos oferecem estas belas imagens. A ribeira é, também:  "Um jardim de espécies a identificar. No curso da nossa ribeira estão espécies de há milhões de anos e algumas decerto raras."  Palavras do Prof. Dr. António do Santos Pereira, que aconselha a que se faça um projecto de identificação nesta área. Seria muito bom que houvesse vontade(s) para o concretizar!

PORTAS FECHADAS

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Desertas estão as ruas Há muitas portas fechadas Balcões e escadas nuas Folhas secas nas ramadas Fere-me o silêncio em redor Sinto medo de o quebrar Estala no peito grande dor Uma vontade louca de gritar Minha terra, meu amado chão Verte lágrimas de amargura Em longas noites de solidão E dias pejados de agrura Mais uma porta que se fecha Perde-se a raiz e a memória Abre-se no coração nova brecha Em breve, um povo sem história MM Julho 2019

A COR QUE JUNHO VESTIU

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 Junho vestiu-se de cor amarela onde predominava a flor de marcela! De flor delicada a marcela, é conhecida também por macela  ou camomila.   É uma planta medicinal, usada para chá e que tem um efeito calmante. Mas nem só de marcela vive a serra. A aqui e ali nascem outras flores também belas, mas sempre de cores amarelas! E como estão viçosas  junto da frescura de uma fonte ou rodeadas de caruma do monte. Um verdadeiro presente  da natureza!

ABRIL, EM ALDEIA DO BISPO

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A Primavera já nos deixou,  mas a beleza das flores  com que todos os locais são enfeitados  merece ser recordada.  Em Abril  havia aqui uma nova paisagem,  e a aldeia deixava-se descobrir  por entre grinaldas de flores.  Nas suas múltiplas cores e flores,  cada árvore era também um povoado de abelhas,  tão importantes para a polinização  e equilíbrio da natureza. O verde refrescante da relva  e também das magnólias que, em alguns casos,  já apresentavam poucas flores,  completavam este belo quadro. Magnifica a flor branca da magnólia  que enquadra na perfeição a torre da  Igreja Paroquial de Aldeia do Bispo E assim olhamos e vimos novas cores,  sentimos os aromas próprios desta época  que revigora a natureza  e nos enche também de renovada esperança.  Aldeia do Bispo,  1 de Abril de 2019

VIVA O SÃO JOÃO!

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Para viver com tudo a que temos direito! Martelinhos Em vias de extinção porque são de plástico... Manjerico Que cheira tão bem!  Sardinha Bem assada na brasa. Balões A voar até ao céu. Fogo-de-artifício Ou -para mim- foguetes de "lágrimas". E que venha outro São João!

MAR DE VERÃO

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MEMÓRIAS... EM DIA DO COPRO DE DEUS

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Em Dia do Corpo de Deus A Palavra, o Pão, a Procissão. Cânticos a louvar aos céus, Crianças na multidão. Cresceram os meninos, De mais palavras sabedores. Buscaram outros destinos, Novos mundos acolhedores. Definhamos sem esperanças, Na espera e na saudade, Não há bulício de crianças Que renovem a idade. Perdeu-se o centeio na serra, Ninguém quer semear o pão. Sem água viva seca a terra E acabará a Procissão! MM Junho 2019

SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS

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Dia Santo de Guarda,  com missa solene,  procissão e promessas a pagar.  Igreja Matriz de Sobral de Miguel, em dia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo Fica a memória e recordação, mesmo que as fotos não sejam de grande qualidade. Procissão de 2011

LÁGRIMAS OCULTAS

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Se me ponho a cismar em outras eras  Em que ri e cantei, em que era querida,  Parece-me que foi noutras esferas,  Parece-me que foi numa outra vida ... E a minha triste boca dolorida,  Que dantes tinha o rir das primaveras,  Esbate as linhas graves e severas  E cai num abandono de esquecida! E fico, pensativa, olhando o vago ...  Toma a brandura plácida dum lago  O meu rosto de monja de marfim ... E as lágrimas que choro, branca e calma,  Ninguém as vê brotar dentro da alma!  Ninguém as vê cair dentro de mim! Florbela Espanca, Livro das Mágoas

LÁGRIMAS QUE VOLTAM A CAIR...

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 É assim que "chora" esta pequena maravilha chamada "planta ou flor-de-cera", que já dei a conhecer no ano passado. Este ano a minha  - Hoya - ( nome cientifico) voltou a encher-se cachos de flores  que alindam uma janela, exposta ao sol da manhã.    Esta planta é trepadeira e da-se bem em lugares abrigados, mas o frio não é boa companhia para ela. Por isso, num vaso, com estacas adequadas para que possa trepar e colocada numa varanda devidamente abrigada, dá-se bem.  Esta está num vaso, agora a ficar demasiado pequeno, e mantém-se no lugar onde foi colocada a primeira vez.  A textura das flores é cerosa e brilhante, liberta "lágrimas" que são pegajosas, e um aroma muito intenso, mas que acontece só à noite,  ao contrário de outras espécies que o fazem durante o dia.  Uma flor lindíssima, sem dúvida,  e que dá gosto ver e ter!