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AS PEDRAS

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Pedras:  lavradas pelo fogo gravam em cada incêndio as agruras e tristezas de um povo. Pedras:  heróicas, que resistem,  nesta dura luta de sobrevivência, exemplo único  de fortaleza e resiliência. Pedras:  a merecer ser elevadas a património mundial, pois não há por toda terra  nada que seja igual. Pedras: segurança da terra. Contam histórias e  guardam memórias, e são belo património  encravado na serra. Pedras:  que abrigaram o meu crescer, são para mim mui queridas, amadas e reconhecidas,  enquanto Deus me deixar viver. MM Set. 2020 

O CÉU QUE NOS ABRIGA

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Nada nos tira a beleza deste céu azul que nos abriga! Veja, espante-se  e encanta-se! Porque o céu é mesmo o limite!

PINCELADAS DE TRISTEZA

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Eis o cenário negro e desolador que me enche de mágoa ao abrir a janela em cada manhã. Tão triste e diferente do que era há um mês. O verde, que felizmente ainda escapou, emoldura as casas de xisto que fazem parte da paisagem, e é reconfortante para o olhar. Com a humidade das noites, em breve mais frescas, e as primeiras chuvas de Outono - que espero não sejam fortes para não haver deslizamento de terras - vão permitir a regeneração da natureza. Mas é certo que nada será igual!  Já escrevi -porque constato essa realidade- a paisagem muda em cada incêndio. E, para não deixar piorar, era crucial replantar mais sobreiros, medronheiros, talvez castanheiros e oliveiras, não permitindo o avanço dos pinheiros e principalmente de eucaliptos. As hortas, uma riqueza do ponto de vista alimentar, e a mancha de sobreiros que aqui se vê, são a grande beleza deste paraíso, que devia ser replicada a toda a volta da aldeia porque constituem uma barreira importante na progressão do fogo.  Prec...

EM DIA DE ANIVERSÁRIO

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Recordo e homenageio a minha AVÓ materna, que hoje, no céu, completa mais um aniversário. Na nossa aldeia, a casa que com o meu avô construiu, e onde, viúva desde muito cedo, com grandes dificuldades criou os filhos, continua a ser o nosso ninho e abrigo cheio de memórias afectivas. À minha avó, Maria Cândida, neste dia, a minha homenagem, saudade e oração. ❤️

A REALIDADE QUE DÓI

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 Na destruição a que assistimos sem nada poder fazer.

ÁRVORES QUE NÃO SE VERGAM

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Ainda que vergastadas pelo fogo  há árvores que não se rendem.  E, com os seus frutos,  estoicamente resistem...  E morrem assim: de pé!

PARABÉNS, MINHA MÃE. ❤️

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90 anos se completam Em dias de solidão, Tempos duros que afectam E moem o coração. Na distância e sem toque De um abraço, ou beijo, Triste é a sua sorte Que atrás de um vidro vejo. Queria tanto aconchega-la De encontro ao meu peito Mas está longe, deitada, E alheada no seu leito. O tempo que não perdoa, Levou-lhe quanto prezava. Desembaraço, passo de quem voa, Belo sorriso e sonora gargalhada. Nonagésimo aniversário, Diferente e tão dorido, É mais uma conta do Rosário De quem muito tem sofrido. Parabéns, querida MÃE, Abraço-a, de coração e pensamento. Como a senhora, mais ninguém, Merece o céu e não tormento. MM 22 de Agosto, 2020

O MEU PARAÍSO PERDIDO

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Ficou vestido de negro o paraíso verde de que eu desfrutava nas Barrocas do Muro, consumido pelo inferno de chamas do incêndio que lavrou em Sobral de S. Miguel, no passado dia 29 de Julho. Assim se destruiu, mais uma vez, um património que levou anos a crescer, e num ápice ficou em cinzas a enegrecer o chão que as próximas chuvas se encarregarão de levar encosta abaixo, e que irá conspurcar as águas dos ribeiros. A partir dos anos 70, os incêndios começaram a ser mais frequentes e devastadores, deixando muita gente sem vontade de continuar a sacrificar a vida, ano após ano, para depois ficar sem nada. E foi inevitável o abandono da terra e da floresta que sem estratégias definidas não cobre sequer os custos com limpeza e conservação dos terrenos. Depois de minha avó, minha mãe e meu pai, depois só o meu pai, dentro das suas limitações de idade e saúde foi tomando conta deste lugar, mas faleceu há 25 anos. De então para cá é a segunda vez que este paraíso arde praticament...