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CÉU DE SAUDADE 😪

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Sob um céu de intenso azul Jaz quem amo e me amou Em chão silencioso e sagrado  E na terra que adoptou. Minha avó e meus tios Juntos na mesma sepultura  Sei-os ao lado de Deus  No seu abraço e ternura.  Mas a certeza não mitiga O vazio que sinto em mim E nunca a vida nos prepara Para a ausência do fim. Em lágrimas me despeço E de vós guardarei memória Sois parte da minha raiz Do meu caminho e história. Tanta saudade Deus meu Carrego hoje no coração  Que procuro algum sentido  No silêncio e oração.  Que a vossa alma descanse À sombra das asas de Deus Livres de todos os tormentos  E para sempre filhos seus. 🙏 Homenagem à minha avó:   Maria Cândida  e  aos meus tios:   Pe. António Pinto da Silva e José João da Silva Mariita Jan. 2024

BAPTISMO DO SENHOR

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SALMO RESPONSORIAL Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b) Refrão: O Senhor abençoará o seu povo na paz. Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e poder. Tributai ao Senhor a glória do seu nome, adorai o Senhor com ornamentos sagrados.  A voz do Senhor ressoa sobre as nuvens, o Senhor está sobre a vastidão das águas. A voz do Senhor é poderosa, a voz do Senhor é majestosa.  A majestade de Deus faz ecoar o seu trovão e no seu templo todos clamam: Glória! Sobre as águas do dilúvio senta-Se o Senhor, o Senhor senta-Se como Rei eterno.  🙏 E, com todas as contrariedades impostas pelas leis dos homens, tendo o meu tio falecido no dia  5, só foi possível fazer o funeral no dia 8. Porém, talvez que tudo isso já estivesse nos desígnios de Deus, que são insondáveis, e foi no Dia do Baptismo do Senhor, dia de festa e particularmente significativo para os cristãos, a missa do seu funeral. Há coisas que não se explicam! 

A NOSSA GRATIDÃO

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A todos os que de alguma forma se fizeram presentes e nos acarinharam minimizado a dor que vivemos e sentimos estes dias. Bem-haja! 🙏 MEMÓRIA  https://agencia-funeraria-alves.pt/necrologia/arquivo/35877?fbclid=IwAR2GZIbSEaHajzhj46C6I691m827Q7ovSw_FCk6B5IvBxtrCf7-Hie8dXl4

SILÊNCIO NA PAISAGEM

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Nestes caminhos tão familiares que sei já ter percorrido tantas vezes por bons motivos, hoje, infelizmente, não é assim.  Abstraio-me com a velocidade da viagem e dos carros que vão circulando e tudo parece tornar-se mais fácil. É apenas ilusão! Há vozes adormecidas que agora parecem acordar e com elas vou a dialogar, em silêncio, sobre cada pedação de chão, cada árvore e cada nova cultura em expansão.  Que diria meu tio Padre se voltasse agora aqui a passar connosco, a guiar o seu carro, e bem conhecedor de todo este território fazer de verdadeiro cicerone como tanto gostava? Hoje, porém, a sua missão é seguramente outra e não menos importante. Acolher o irmão mais novo no Reino dos Céus, levá-lo à presença de Deus e ao abraço dos pais e irmãos que já lá se encontram.  Sinto a voz embargada, uma lágrima a deslizar na face e o silêncio da paisagem esmaga-me! 

MENSAGEM DO CÉU 🙏

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Neste dia, 6 de Janeiro, olhei o pôr-do-sol e pensei: alguém que chegou ao céu enviou-nos esta mensagem de esplendor e luz! O sentimento de perda é imenso e pode dizer-se que há sinais para nos ajudar a atenuar a dor. Acredito que há algo de mistério quando num dia de Janeiro acontece um pôr-do-sol assim! 🙏

MEU TIO, MEU PAI, MEU AMIGO

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PAI da minha infância, Amparo dos meus primeiros passos  A segurar-me nos seus braços  E a elevar-me ao céu Para apanhar uma estrela. Podia lá haver coisa mais bela?  Outra brincadeira se seguia Eu bem presa na sua mão  Rodando como um turbilhão De olhos fechados já tremia Enquanto ele assobiava, sorria, sorria   E perguntava:  Então, já chega, pequena Maria? Separadas as nossas vidas Na longa distância dos continentes Mas sempre unidas nas coisas importantes Amadas e queridas. Quando a vida nos voltou a juntar E os seus braços me apertaram sem parar Foi como voltar à meninice  Ao Barreiro, à sua oficina de sapateiro.  E debaixo da sua alçada, eu ali sentada  A estudar a tabuada que era preciso saber  Ou a escrever vinte vezes cada palavra errada Que no ditado, na redacção ou na cópia Deixou marca de "borrão"! Tanto vivemos Tio Zé! Festejamos, sofremos, choramos E uma torrente de recordações, Sentimentos e emoções me assaltam nesta ...

CAMINHOS NUNCA IGUAIS

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Passo há anos por estes caminhos e, na verdade, dependendo da altura do ano que isso acontece nunca nada é igual! Se isso já acontecia pela mudança das estações com novas cores agora é também a mudança operada por agriculturas intensivas, painéis fotovoltaicos ou grandes estruturas de ferro (postes) que levam e trazem energia, que em muitos lugares estão a descaracterizar de forma drástica a paisagem. Até onde se irá?   Em meados de Dezembro deparei-me com estas estruturas na estrada Penamacor Fundão, presumo que para implementação de mais postes para nova rede de energia. Penamacor, Vila Madeiro, ali tão pertinho da raia esperava, garbosa e sob um céu azul imaculado, os festejos que lhe deram projecção. Nem parecia Inverno! São estas pequenas  "nesgas" de paisagem que vão ficando milagrosamente livres de fiarada e de todas as outras coisas já mencionadas que ainda me enchem o olhar e a vontade de continuar a passar.  A tonalidade de cores nas variadas espécies de ár...

É NATAL OUTRA VEZ

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E a nossa casa voltou a enfeitar-se de coroas artesanais e dando-lhe um ar natalício bem original.  Lancei esta ideia para toda a freguesia, mas, na verdade, tirando a Junta de Freguesia, não são muitas as pessoas que acolheram. No ano passado a Associação de Solidariedade Sobral de S. Miguel ainda fez um brilharete com as suas belas coroas, mas este ano, infelizmente não vi por lá nenhuma.  Considero que é mesmo uma pena não se enraizar esta ideia, como aconteceu com as rosas vermelhas, do David, pois cada coisa no seu tempo próprio é uma mais-valia para a beleza da aldeia.  E, não custa nada! Haja vontade e querer fazer que os materiais não faltam em todo o lado e sem custo, que a floresta é pródiga na oferta de muita coisa bonita e fácil de trabalhar, como as carquejas, giestas, vides, pinhas, cedro...  Depois, há uma série de coisas que desperdiçamos e podemos começar a juntar ao longo do ano: fios, fitas, cordas, mantas velhas, e embalagens revestidas com uma es...

RUAS NATALÍCIAS

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E ficam mesmo bem os pequenos recantos ou escadarias onde o xisto predomina com estes enfeites natalícios que nos fazem parar e admirar.  Nos últimos anos tem havido alguma vontade de, também aqui, tornar a quadra natalícia mais apelativa.  Para isso muito tem contribuído a "Casa do Saber Fazer" que sob a direcção da Junta de Freguesia, que com várias parcerias organizado várias actividades sendo uma delas a dinamização do artesanato.  Os temas alusivos a cada época são aqui trabalhados e este do Natal é particularmente bonito e original. As artesãs de todas as artes que o Sobral ainda tem são chamadas a colaborar e nunca deixam de nos surpreender! E, se dúvidas restassem, bastava olhar para a originalidade destes Presépios, que ficavam logo desfeitas. As paredes assim engalanadas ganham ainda mais beleza e não há quem não se delicie a olhar! As janelas, que não têm tabuinhas, ficam um primor com cedro às voltinhas, estrelas e coroas de rainha! Merecem muito boa nota as i...

MANHÃS DE FINO CRISTAL

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Em Dezembro houve alguns dias de geada dignos de nota e que deram belas imagens como estas.  Finas camadas de gelo nas folhinhas das pequenas plantas rasteiras da vegetação, pareciam fina filigrana que um artesão trabalhou a noite inteira.  As gotinhas de gelo branco no xisto negro, já a quererem deslizar pela pedra fora, brilhavam intensamente e faziam um contraste único que só  nestes locais se pode apreciar. Quando Dezembro traz estes dias de "caramelo", é como que um regresso à infância e à lembrança do gelo que se formava também nas margens da ribeira, e dava uma brincadeira interessante com o som das placas a partir quando passávamos por cima. Até quem não tinha sapatos e enregelava os pés gostava de sentir o “estalar” do vido! É assim que devem ser sempre, em tempo próximo do Natal, as manhãs de fino e gelado cristal, mesmo que tragam à ideia outros Invernos, em que o conforto com calçado e agasalhos não era nenhum, mas, vá lá saber-se por quê... ainda traz alguma...