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MÚSICA NO CAMINHO

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Com o CANCIONEIRO tradicional da BEIRA BAIXA e a VIOLA BEIROA. "Desde sempre foi a Beira Baixa considerada a província mais rica em tradições musicais"... Nestes novos tempos, tem no concelho da Sertã um dos seus principais pontos de recolha e inspiração musical, com novos protagonistas na sua preservação, mas que certamente honram o legado de Fernando Lopes Graça e de Michel Giacometti. Por isso, considero que o Cancioneiro Tradicional da Beira Baixa e a Viola Beiroa são jóias a preservar, e, regionalismos à parte, mereciam ser vencedoras das 7 Maravilhas da Cultura Popular do distrito de Castelo Branco, ou pelo menos estarem entre as primeiras classificadas. Infelizmente tal não aconteceu.  https://7maravilhas.pt/pre-finalistas/

CAMINHOS DE PORTUGAL

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Que hoje, na RTP, passam por aqui Penamacor  Na eleição das 7 Maravilhas da Cultura Popular  do distrito de Castelo Branco

E TUDO O FOGO LEVOU

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Assim aconteceu aqui, no passado dia 29 de Julho, queimando este nosso “paraíso verde”, e que ainda à pouco mais de 15 dias tinha fotografado.  Ciclicamente, e quase sempre por mão criminosa, o fogo, fustigado pelo vento varre os nossos caminhos, e em poucos segundos faz em cinzas todo o verde dos poucos castanheiros, pinheiros e medronheiros que compõe a nossa floresta. Não raras vezes, entra-nos pelas portas, destruindo palheiros que abrigaram o gado, o pasto, sementes e, muitas vezes, os nossos bisavós, avós, os nossos pais e a nós nos quentes verões das colheitas. Nos últimos 25 anos, este é o segundo incêndio que aqui lavrou de forma violenta, deixando um rasto de negro que faz doer a alma e coração. Não vou aqui analisar as muitas causas deste flagelo de que todos nós temos culpa. Mas, a verdade, é que ninguém nos pode culpar de querer fugir à miséria e até à fome, procurando uma vida melhor e diferente da que tiveram os nossos pais e avós. As serras ...

HOMENAGEM A SOBRAL DE SÃO MIGUEL

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Neste dia em que, mais uma vez, o seu belo manto verde está a ser destruído por um terrível incêndio, fica o meu sentir em palavras que escrevei em 2019.  MINHA TERRA Meu chão sagrado, amado. Minha memória e raiz. Terra do presente e do passado, Do meu coração força motriz. Aos alvores da madrugada Oiço o canto primeiro, Dos bandos de passarada Que moram no meu telheiro. Abro devagarinho as janelas E a serra à minha frente É enfeitada de courelas Onde há vida permanente. Vejo no forno da Bica A masseira e o tigelão. Haverá cheirinho a pica Quando se cozer o pão. Sinto o murmúrio da fonte A correr sempre ligeira E que por baixo da Ponte Vai abraçar a ribeira. Percorro estreitas ruas, Travessas, becos e quelhas, Sei a mudança das luas Na sombra das casas velhas. Sinto o vento da guieira Nas manhãs húmidas e frias, Conheço a terra soalheira E o lamento de ruas vazias. Passos lentos na calçada Da minha gente envelhecida Que triste, só e...

DIA DOS AVÓS

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 DIA DOS AVÓS  Ser avó é ler poesia No olhar de cada neto Rimas só de alegria São o mais belo soneto! Agradeço a Deus bondoso Que de cinco me fez avó Não sei qual o mais formoso Mas sei que já não estou só! MM Julho 2020

UM ANO MAIS

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É mais um ano que passa, E assim meu tempo fenece… Sussurra-me o mar com graça Que só ele não envelhece! Olho o mar com um sorriso  Sem medo de envelhecer Mas temo que sem aviso De tudo me possa esquecer… E que vida será então  Já não saber quem se é… Viver no vazio, na solidão, Sem esperança e sem fé. Que os céus tenham compaixão E não me deixem viver assim. Que cedo pare o coração E voe livre, fora de mim... MM Julho 2020 

CELEBRAR A VIDA

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Na comemoração de mais um aniversário, aqui deixo expressa a todos a minha GRATIDÃO pela amizade que me dedicam e as felicitações que me endereçaram no dia de ontem. 🤗 Agradeço a Deus pela VIDA e brindo convosco a mais um ano. 🥂

ENTRE A SERRA E O CÉU

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Aqui, mundo inteiro é meu!  E não é preciso palavras!  Olhar, olhar...  Ver e encantar!

AS PORTAS FECHADAS

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Triste destino marcado  Em cada porta fechada. É a saudade que dói, Atormenta, e aos céus brada! Quantas e boas recordações  Daqui guardo com carinho,  E sinto mil emoções Neste rústico cantinho! Ainda oiço as vozes, Despertando a madrugada  Adivinho passos velozes Para a lida afadigada! Em tarde já de cansaço Nesta soleira sentada Da avó Ana era o regaço, Onde me sentia amparada! Ficaram portas e pedras Que ainda me contam histórias Gravadas por estas serras E são eternas memórias! MM 2020

25 ANOS DE AUSÊNCIA

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E eu, pai, sem palavras Para o homenagear. Correm as lágrimas, Choro sem parar. Subsistem as mágoas De não mais o abraçar. A saudade é dor, Em torrente de amor. Levanto os olhos aos céus; Murmuro uma oração, E no meu coração, sinto que hoje está, na "Gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (II Rom 8, 18-23) MM 12 de Julho 2020