Assim quero pensar! O David voou para o infinito ao encontro de uma liberdade onde o tempo não conta, ânsia de um espírito livre, inquieto, solitário e sofredor como era o seu, e que hoje fez ecoar o triste grito: o amigo David (Ginjas) deixou-nos! Mas como? Não, não... Isso não é possível! Mas é! Partiu naquela viagem sem mala nem bilhete de regresso e deixa-me o coração apertado pela perda, a solidão e a ausência definitiva. A Ponte, o Barreiro e uma aldeia inteira estão de luto! “Raisparta”, David, ainda não eram horas! Porque não te meteste no meio das mantas de fitas, tapaste muito bem a cabeça e recusaste tal viagem como fazias quando eras pequeno e te queríamos levar para o Vale das Vacas? Afinal era o que fazias, e mesmo à custa de promessas de “cavalossa” às minhas costas ou da Lucinda eras difícil de convencer, pois reclamavas que tinhas sono, que a ladeira do Caratão era ruim de subir, que davas muitas “topadelas” nas pedras, que era muito longe… enfim… Agora é qu...