Voltar a casa, à aldeia, à serra que se reveste de ver e ao aroma que dela emana. Nada aqui é novo aos meus olhos. Porém, de cada vez que volto nunca é igual. Um convite a captar imagens porque a paisagem não cansa e, agora que os telemóveis se tornaram máquinas fotográficas leves, praticas e sempre à mão, são um convite viciante a querer guardar o momento que se abre diante dos meus olhos. Não há bela sem não... e vejo nesta imagem o que não queria ver, eucaliptos que, como já aqui escrevi noutra ocasião, por este andar serão em maioria dentro de pouco tempo à volta do Sobral. Saio de casa e procuro outro verde que me encha mais os olhos e, felizmente, encontro-o logo ali, nas Ladeiras, nesta encosta de oliveiras e sobreiras, que as belas paredes de xisto seguram. Desço a caminho do Cabecinho. Olho, e já não se vejo vestígios do negro com que o incendio de 2020 "pintou" esta encosta. Por entre o verde, sobressai um pequeno aglomerado de casario, em qu...