Faz hoje dois meses que partiu e ainda me parece irreal a sua ausência que tanto doi. Não sei como descrever a saudade que me vai na alma por já não ouvir a sua voz, ainda que telefonicamente, a dizer-me: - vi aquelas fotos do Sobral, da Covilhã, de Aldeia do Bispo, do Natal... e li o que escreveste. Custa-me pensar que a Primavera vai chegar e, em breve, quando eu voltar à Aldeia não conversaremos sobre o que publiquei, as árvores que já estão em flor, especialmente a macieira "bravo", que tanto gosto, se vai dar poucas ou muitas maçãs, das oliveiras e videiras e daquela terra tão fértil durante tantos anos lavrada, semeada e cuidada com tanto gosto por si. Viria a lembrança dos vizinhos que se foram para outras paragens, dos amigos que morreram e de minha mãe no seu profundo sofrimento. Inevitável era a conversa sobre o "seu" Sporting, que o enervava quando não ganhava. Porém, toda essa arrelia se desvanecia na conversa mais importante de todas centrada nas suas a...